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Placa padrão Mercosul: tire suas dúvidas aqui

Desde 2020, estabeleceu-se uma nova placa padrão Mercosul, que vem sendo implementada por todo o Brasil. Além de estar presente em todos os carros novos, ela também se aplica a veículos que estão submetidos a outras condições importantes. Por isso, é importante saber se o seu caso precisa fazer a substituição e como funciona essa nova placa, caso queira trocar a antiga. 

No post a seguir, confira o que é esse novo modelo e seus elementos. Tire também as principais dúvidas em relação à sua aplicação. Boa leitura! 

Afinal, o que é a placa padrão Mercosul? 

Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados — Serpro — a ideia de uma placa padrão Mercosul não é nova. Em 2014, o Brasil fez um acordo com os países do Mercosul — Argentina, Uruguai e Paraguai — a fim de criar uma padronização nas placas dos veículos. Com isso, seria possível facilitar a identificação, evitar fraudes e garantir mais segurança para quem transitasse pelas fronteiras. 

Dessa forma, com a Resolução Nº 780, de 26 de junho de 2019, foram estabelecidos os novos padrões para as placas que, inclusive, passaram a ser obrigatórias para carros novos e outras situações específicas desde 2020. 

Placa padrão Mercosul: tire suas dúvidas aqui

Quanto a seus elementos, a nova placa é composta por: 

  • fundo branco tradicional; 
  • faixa azul na margem superior; 
  • símbolo do Mercosul e da bandeira do Brasil na faixa azul, colocados nas posições esquerda e direita respectivamente; 
  • a palavra “Brasil” escrita em letras maiúsculas no meio da faixa azul; 
  • abaixo do símbolo do Mercosul, há um QR Code na área branca da placa; 
  • a numeração segue o padrão de 7 caracteres alfanuméricos, mas sendo 4 letras e 3 números. 

Quanto ao QR Code, está vinculado ao sistema nacional criado pelo Denatran com a Serpro, que controla todos os processos de produção da placa e sua verificação. Dessa forma, por meio de um aplicativo, os agentes de trânsito podem ler o QR Code e acessar as informações do veículo, verificando a autenticidade da placa e dispensando o antigo lacre de proteção, enquanto não ocorre a aplicação de chip. 

Já em relação à numeração, ela é feita na seguinte ordem:  

  • 3 letras; 
  • 1 número; 
  • 1 letra; 
  • 2 números. 
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Com isso, um veículo que precisa se adequar às novas normas, deverá fazer a substituição conforme a correspondência. Por exemplo, se no modelo antigo de 3 letras e 4 números a placa era BRA1234, no modelo novo, será BRA1C34, conforme a tabela de substituição

Como funciona a nova placa padrão Mercosul? 

A nova placa padrão do Mercosul traz algumas mudanças, em relação ao sistema de emplacamento anterior. Confira algumas delas a seguir! 

Mudança no emplacamento 

Anteriormente, o Detran era o órgão responsável por emitir o CRV e autorizar o emplacamento, mediante o pagamento do proprietário do veículo, que era encaminhado para um posto de lacração definido pelo órgão. 

Agora, depois da emissão do CRV, o Detran informa ao Denatran que a placa pode ser feita. A partir disso, é liberada a autorização e o proprietário pode encontrar a empresa de sua preferência. Lá, a autorização de estampagem é checada e vinculada a um QR Code, finalizando com a placa instalada no veículo. 

Mudança nas cores 

Outra mudança interessante ocorreu nas cores dos tipos de veículos. Agora, os caracteres alfanuméricos serão coloridos conforme a ordem: 

  • preto para carros particulares; 
  • vermelho para veículos comerciais
  • azul para veículos oficiais; 
  • dourado para veículos diplomáticos ou consulares; 
  • prata para veículos de colecionadores; 
  • verde para veículos especiais. 

Personalização 

Para quem vai comprar um veículo novo, a placa padrão Mercosul pode ser personalizada. Ou seja, você pode escolher alguma combinação que queira utilizar, desde que ela esteja disponível. Por exemplo, AMS2R22. Nesse caso, pode haver cobrança de taxa extra.  

Mas, caso você não queira personalizar, receberá uma lista com as combinações disponíveis para escolher. Outro ponto interessante a saber é que os carros já emplacados não podem trocar a combinação, que permanece até a baixa do veículo. 

Custo de aplicação 

Cada estado possui um custo para a nova placa. Isso porque as empresas emplacadoras podem ser escolhidas pelo motorista e praticar os preços do mercado. Para isso, a lista de organizações credenciadas pode ser consultada no Detran de cada região. Em São Paulo, por exemplo, alguns preços praticados na capital estão na faixa dos R$150 a R$200

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Obrigatoriedade 

A nova placa padrão Mercosul podia ser implantada desde 2018, tendo sido iniciada no estado do Rio de Janeiro. Em 2020, tornou-se obrigatória para veículos novos e em algumas condições. Por exemplo: 

  • quando o veículo é transferido para uma nova categoria; 
  • quando a placa original foi danificada ou roubada e precisa ser trocada; 
  • quando ocorre transferência de município ou estado. 

Além disso, caso queira, o motorista pode optar pela nova placa. Para isso, o carro precisa fazer vistoria e emitir novamente o Certificado de Registro do Veículo. 

Mudança na regra 

Ao longo de todo o processo, houve muitas mudanças sobre o que teria ou não na placa. Uma delas foi a presença do brasão do estado e município nos quais foi feito o emplacamento. Porém, esses elementos foram retirados em 2018, devido a várias reclamações e ao fato de se manter a padronização em relação a outros países, que já usavam a placa antes do Brasil, como a Argentina. 

Além disso, previa-se outros elementos como faixa holográfica e marca d’água, mas esses elementos também foram retirados. 

Como está a implementação do novo padrão? 

Desde 2020, os veículos novos já são feitos com a placa padrão Mercosul e os outros veículos vêm se adequando. Nesse sentido, a previsão é de que em 2023, toda a frota do Brasil já esteja com a placa em novas condições. 

Com um projeto antigo, que era discutido desde 1994, foi somente em 2014 que os países acordaram o uso de uma placa padrão Mercosul. No Brasil, depois de várias mudanças e decisões, a nova placa passou a vigorar desde 2020. Assim, é importante conhecê-la para saber se tem que mudá-la ou como você pode proceder para a troca, se quiser. Dessa forma, seu veículo fica regularizado para rodar por todo o Mercosul

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